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GD solar poderá chegar a 167 milhões de residências no mundo até 2050

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Relatório da BloombergNEF também chama a atenção para a necessidade de encorajar a adoção de sistemas de armazenamento de energia

A geração solar distribuída poderá chegar a 167 milhões de residências e 23 milhões de empresas ao redor do mundo até 2050, aponta estudo desenvolvido em parceria pela BloombergNEF (BNEF) e pela Schneider Electric.

O relatório aponta que essas instalações trarão grandes benefícios para a descarbonização, mas o desenvolvimento de políticas e tarifas adequadas são essenciais para viabilizá-las.

O estudo alerta que é importante evitar um crescimento insustentável, estruturando políticas que levem em conta que os custos da tecnologia solar continuarão a cair com o tempo, com o apoio à tecnologia respondendo a essa dinâmica.

“A geração solar distribuída é uma grande oportunidade que, muitas vezes, não recebe a devida atenção. Graças a reduções de custos e medidas de incentivos, já está ocorrendo um rápido crescimento em alguns mercados. Um ganho de escala massivo é muito provável”, disse o diretor do Instituto de Pesquisa de Sustentabilidade da Schneider Electric, Vincent Petit.

O especialista afirma que a modalidade é vital para a descarbonização do setor de energia e oferece outros benefícios adicionais ao consumidor. “É hora de abraçar essa transformação”, afirma Petit.

A análise mostra que a adoção normalmente ocorre onde há viabilidade econômica, com o rápido retorno do investimento. Em regiões em que esse racional financeiro ainda não foi alcançado, governos estão introduzindo incentivos para criar condições favoráveis de mercado e impulsionar as instalações.

Armazenamento de energia

A pesquisa também chama a atenção para a necessidade de encorajar a adoção de sistemas de armazenamento de energia, conforme o mercado se desenvolve. Quando a utilização de sistemas de geração solar atinge uma determinada escala, pode haver uma produção excessiva de energia durante o dia, levando a uma desestabilização da rede elétrica.

Nesse ponto, o armazenamento se torna importante, por permitir que a energia fotovoltaica seja utilizada durante a noite. Segundo a diretora de energia descentralizada da BNEF, Yayoi Sekine, formas de flexibilidade permitirão uma maior penetração da geração solar.

“A forma mais óbvia de conseguir essa flexibilização é por meio de baterias, mas o armazenamento poderá vir em diversas formas, incluindo a alteração da demanda e o uso de veículos elétricos”, detalhou Sekine.

Incentivo ao armazenamento de energia incluem ajustes no sistema de compensação de energia, tarifas-horário, remuneração por serviços de auxílio à rede e cobranças por demanda. O estudo assinala que esses mecanismos normalmente são utilizados para fazer com que as tarifas de energia correspondam com mais precisão aos custos de geração e distribuição, mas também podem ter o efeito de incentivar o armazenamento.

Fonte: Absolar.

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